A análise de proteínas é uma área fundamental da biologia molecular, que permite estudar a estrutura, a função e a interação das moléculas que compõem as células e os organismos.
Para realizar essa análise, existem diversas técnicas que se baseiam em diferentes princípios físicos e químicos. Neste artigo vamos explorar a relação entre 2 dessas técnicas: eletroforese e Western Blotting. Além de falarmos sobre os fotodocumentadores que são equipamentos que capturam as imagens.
Introdução às técnicas de análise proteica
A análise proteica é um campo de estudo amplo e complexo, que envolve a identificação, separação e quantificação de proteínas. Existem várias técnicas disponíveis para realizar essa análise, cada uma com seus princípios e aplicações específicas.Vamos lembrar que as proteínas são macromoléculas formadas por cadeias de aminoácidos, que se dobram em estruturas tridimensionais específicas. Essas estruturas determinam as propriedades e as funções das proteínas, que podem atuar como enzimas, hormônios, anticorpos, receptores, transportadores, entre outros. As proteínas também podem se associar entre si ou com outras moléculas, formando complexos que participam de diversos processos celulares.
Sendo assim, para analisar as proteínas, é necessário separá-las de acordo com algum critério. Essa separação permite identificar e quantificar as proteínas presentes em uma amostra biológica, como o sangue, o tecido ou a cultura celular.
Eletroforese: separação de proteínas
A eletroforese é uma técnica que utiliza um campo elétrico para separar as moléculas de acordo com sua carga e seu tamanho. As proteínas são submetidas a uma corrente elétrica e migram através do gel de acordo com seu tamanho e carga. Isso permite a separação das proteínas em diferentes bandas, o que facilita sua identificação e quantificação.Existem diferentes tipos de eletroforese utilizados para separar proteínas, um dos mais comuns é a eletroforese em gel de poliacrilamida (PAGE) e a eletroforese em gel de agarose.
O PAGE é uma técnica altamente versátil e amplamente utilizada para separar proteínas de acordo com seu tamanho. É uma técnica que permite uma resolução de alta qualidade e é frequentemente usada para estudar proteínas de interesse específico.
Já a eletroforese em gel de agarose é usada principalmente para separar proteínas de maior tamanho, como as moleculares, lipoproteínas e complexos proteicos.
Dessa forma, as proteínas separadas podem ser visualizadas por meio de corantes que se ligam a elas e revelam sua localização no gel. Esses corantes podem ser os que se ligam a todas as proteínas ou aqueles específicos para proteínas com determinadas características, como corantes para proteínas com grupos fosfato (corantes de fosfoproteínas) ou corantes para proteínas redox (corantes redox).
Em seguida, o gel pode ser digitalizado ou fotografado usando um fotodocumentador para analisar os resultados e permitir análises posteriores.
Western Blotting: detecção de proteínas
O Western Blotting é uma técnica que permite detectar uma proteína específica em uma amostra biológica. Essa técnica consiste em transferir as proteínas separadas por eletroforese para uma membrana (geralmente de nitrocelulose ou PVDF), que funciona como um suporte sólido.Em seguida, a membrana é incubada com um anticorpo primário que reconhece a proteína de interesse. Depois, a membrana é lavada para remover o excesso de anticorpo e incubada com um anticorpo secundário que reconhece o anticorpo primário.
O anticorpo secundário possui uma marcação (como uma enzima ou um fluoróforo) que permite visualizar a reação entre os anticorpos e a proteína.
Sendo assim, o Western Blotting permite identificar e quantificar a proteína de interesse em relação às demais presentes na amostra. Além disso, o Western Blotting permite verificar se a proteína sofreu alguma modificação pós-traducional que alterou seu peso molecular ou sua carga. Por exemplo, se uma proteína foi fosforilada, ela pode aparecer em uma posição diferente no gel de eletroforese e na membrana de Western Blotting.
Papel dos fotodocumentadores na documentação
Os fotodocumentadores são equipamentos que permitem capturar e documentar as imagens dos géis de eletroforese e das membranas de Western Blotting. Esses equipamentos possuem uma câmera digital, uma fonte de luz e um software que permite ajustar os parâmetros da imagem, como o contraste, o brilho e a resolução. Eles também permitem realizar análises quantitativas das imagens, como a medição da intensidade das bandas ou a comparação entre diferentes amostras.Esses equipamentos são essenciais para garantir a qualidade e a confiabilidade dos resultados obtidos pelas técnicas de análise proteica. Eles permitem registrar as imagens com precisão e fidelidade, evitando distorções ou perdas de informação. Além disso, eles armazenam as imagens em formatos digitais, facilitando o seu compartilhamento e o seu arquivamento.
Interconexão entre as técnicas de análise
Como vimos, a eletroforese e o Western Blotting são as técnicas utilizadas no processo, já os fotodocumentadores são equipamentos que se complementam na análise de proteínas. A eletroforese permite separar as proteínas de acordo com o seu tamanho e a sua carga, facilitando a sua identificação e quantificação. Já o Western Blotting permite detectar uma proteína específica em uma amostra biológica, utilizando anticorpos que reconhecem a sua estrutura. Por fim, os fotodocumentadores permitem capturar e documentar as imagens dos géis de eletroforese e das membranas de Western Blotting, garantindo a qualidade e a confiabilidade dos resultados.Essas duas técnicas são interdependentes e interconectadas durante o processo de análise proteica. A qualidade da separação das proteínas por eletroforese influencia na qualidade da detecção das proteínas por Western Blotting. A qualidade da transferência das proteínas para a membrana influencia na qualidade da reação entre os anticorpos e as proteínas. Por consequência, a qualidade da captura e da documentação das imagens influencia na qualidade da interpretação e da quantificação dos resultados.
Avanços na pesquisa de proteínas através dessas técnicas
As técnicas de eletroforese, Western Blotting e fotodocumentação têm contribuído para o avanço da pesquisa de proteínas em diversas áreas da biologia molecular.Essas técnicas permitem estudar a expressão, a regulação, a modificação, a interação e a função das proteínas em diferentes condições fisiológicas ou patológicas. Por exemplo, elas podem ser usadas para investigar a participação das proteínas em vias de sinalização celular, em processos de diferenciação celular, em mecanismos de defesa imunológica, em doenças genéticas ou infecciosas, entre outras.
As técnicas de eletroforese, Western Blotting e fotodocumentação também têm possibilitado o desenvolvimento de novos métodos e ferramentas para a análise de proteínas. Por exemplo, existem géis pré-fabricados que facilitam a realização da eletroforese; há anticorpos monoclonais que aumentam a especificidade do Western Blotting; bem como fotodocumentadores com sistemas automatizados que otimizam a captura e a documentação das imagens.
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