12/04/2024

Terapia celular: o que é e qual a sua importância?

A terapia celular é uma abordagem moderna e comprovadamente eficaz para auxiliar no combate a determinadas doenças de forma mais efetiva. Para a conquista dos resultados desejados, essa abordagem inovadora trabalha com as células-tronco do paciente, entre outros tipos de tratamentos.

Por se tratar de um processo altamente específico e direcionado, o tratamento é individualizado e personalizado. Dessa forma, a técnica possui um grau elevado de complexidade.

Portanto, terapia celular exige muito conhecimento técnico especializado, assim como a utilização de laboratórios modernos, com equipamentos apropriados.

Consequentemente, é possível imaginar que os custos também acompanham a complexidade do tratamento. Apesar de essa afirmativa ser verdadeira, iniciativas no País atuam para tornar essa terapia avançada mais viável.

Mas como realmente funciona a terapia celular? O que ela significa? Quais doenças podem ser combatidas? Para responder a essas e outras perguntas, torna-se necessário aprender alguns detalhes sobre o tema, identificando como ele é cada dia mais importante para a saúde das pessoas.

O que é terapia celular?

Como o próprio nome indica, a terapia celular trabalha com as unidades estruturais do corpo para combater determinadas doenças. De forma inovadora, consegue restaurar, por exemplo, o funcionamento de um determinado órgão ou tecido.

Certamente, esse processo envolve um grau elevado de complexidade. Portanto, para começar a entender melhor como tudo isso funciona, imagine a seguinte situação:

Em uma explicação simplória, determinados tratamentos para combater o câncer utilizam em sua abordagem procedimentos para eliminar as células tumorais. Para isso, porém, atuam de forma mais “agressiva”, atingindo também algumas células sadias.

Sem trazer para a mesa de debates as reações sofridas pelo paciente durante esse processo, essas abordagens nem sempre são sinônimo de cura. Agora imagine uma solução que funcione com a precisão de um “sniper”, identificando o alvo e eliminando uma a uma as células tumorais, com uma grande precisão, atuando de forma personalizada em cada um dos organismos.

Claro que a ciência não atua de uma forma tão simplória. Entretanto, o exemplo serve para ilustrar como a terapia celular consegue ser mais efetiva no tratamento de determinadas doenças.

Ampliando o conhecimento

Com essa introdução, fica mais fácil entender a sequência da explicação sobre a terapia celular. Derivadas dos linfócitos T, as células Cart-T formam a base do tratamento.

Essas estruturas trabalhadas em laboratório atuam no sistema de defesa do nosso corpo, identificando com precisão as células comprometidas e, com isso, promovendo o combate com uma precisão elevada.

A eficiência envolve um processo complexo e individualizado. Afinal, como popularmente falamos, cada organismo é diferente e, portanto, não funcionam da mesma forma, apresentando inúmeras particularidades.

Em linhas gerais, o procedimento começa com a coleta de sangue do indivíduo. Na sequência, os linfócitos T são avaliados, isolados e manipulados em laboratórios especializados, gerando as células Cart-T apropriadas para aquele paciente.

Quando esse material genético é introduzido no organismo da pessoa, identifica e ataca as células prejudicadas – por meio da eliminação, restauração ou modificação –, mas sem comprometer as estruturas sadias.

Aplicações na medicina regenerativa

Com tamanha eficiência nesse processo genético, a terapia celular contribui de forma significativa para a medicina regenerativa no tratamento de doenças e, também, de lesões.

Como já mencionamos, a atuação da terapia celular no combate ao câncer chama a atenção até por conta da complexidade da cura. Entretanto, existem outras aplicações, com grande relevância na medicina regenerativa.

Nesse contexto, é possível destacar a utilização da terapia celular na ortopedia, auxiliando na restauração de tecidos, assim como trabalhando de forma eficiente no controle do processo inflamatório.

O potencial da solução, aliás, traz esperanças para avanços futuros ainda mais expressivos na ortopedia, ajudando até mesmo na recuperação de lesões atualmente consideradas permanentes.

Isso se faz presente em traumas na coluna vertebral, por exemplo. A terapia celular também pode agilizar a recuperação de procedimentos ou no tratamento de lesões, como a regeneração de ossos na mandíbula ou no quadril, entre outros.

Ou atuar também no tratamento de lesões sofridas em algum órgão, como o fígado. Enfim, as possibilidades com a terapia celular são inúmeras.

Desafios, perspectivas e avanços da terapia celular

Como já foi possível identificar, a terapia celular é um processo extremamente personalizado, trabalhando de forma customizada para cada indivíduo. Um processo tão novo e específico, consequentemente, envolve alguns desafios.

Entre eles, o custo elevado, que dificulta a popularização do tratamento, inviabilizando a aplicação em massa pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo. Assim como dificultando a introdução no rol de procedimentos adotados pela saúde suplementar.

No caso do Brasil, o material genético coletado era encaminhado para laboratórios no exterior para a geração das células Cart-T, o que encarecia ainda mais o processo.

Entretanto, algumas ações surgem de forma promissora para eliminar ou reduzir as barreiras da popularização do tratamento por aqui. Esses são os casos das iniciativas do Hospital Albert Einstein e também da parceria do Instituto Butantan com o Hemocentro de Ribeirão Preto e a Universidade de São Paulo (USP).

Assim como tudo o que envolve a área de saúde, a terapia celular exige um grau elevado de conhecimento aprimorado constantemente, assim como investimentos substanciais na estrutura.

E aqui não estamos falando somente nos custos financeiros, mas também no respeito a determinadas etapas para a validação de cada detalhe, o que exige tempo.

Nesse contexto, é fundamental garantir a plena segurança em um laboratório. Vale recordar também o papel importante da tecnologia nesse processo, com os benefícios e desafios da automação laboratorial.

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Certamente, a terapia celular contribuirá cada vez mais para a promoção da saúde, atuando no combate a determinadas doenças e lesões. Como toda inovação, porém, possui alguns desafios naturais para superar, relacionados com estudos e, também, investimentos, o que envolve contar com materiais de qualidade.

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