Os plásticos são materiais amplamente utilizados em laboratórios de pesquisa e controle de qualidade, pois apresentam diversas vantagens em relação a outros materiais, como vidro ou metal. Entre elas, podemos citar:
- Custo menor;
- Leveza;
- Resistência a impactos;
- Facilidade de moldagem e fabricação;
- Variedade de formas e tamanhos;
- Descartabilidade.
No entanto, nem todos os plásticos são iguais. Existem diferentes tipos de plástico, cada um com suas características e propriedades específicas, que devem ser levadas em consideração na hora de escolher o material mais adequado para cada aplicação.
Neste artigo vamos apresentar os principais tipos de plástico utilizados em laboratórios e suas características, como resistência química, temperatura e transparência. Além disso, vamos abordar os cuidados necessários no manuseio e armazenamento dos materiais plásticos, bem como a importância da sustentabilidade e da escolha correta na hora de descartá-los.
A importância dos plásticos em laboratórios e suas aplicações
Os plásticos são materiais sintéticos obtidos a partir de polímeros, que são grandes moléculas formadas pela repetição de unidades menores chamadas monômeros. Os monômeros podem ser de origem natural ou artificial, e sua combinação determina as propriedades do plástico.Os plásticos podem ser classificados em dois grandes grupos: termoplásticos e termorrígidos. Os termoplásticos são aqueles que podem ser moldados e remoldados várias vezes pelo aquecimento e resfriamento. Já os termorrígidos são aqueles que endurecem permanentemente após a moldagem inicial.
Como sabemos, esse tipo de material tem diversas aplicações em laboratórios, desde a fabricação de equipamentos e utensílios até a realização de ensaios e análises.
Alguns exemplos de produtos plásticos utilizados em laboratórios são:
- Tubos e mangueiras
- Frascos e garrafas
- Pipetas e ponteiras
- Placas e microplacas
- Luvas e aventais
- Sacos e embalagens
- Filtros e membranas
- Estantes e suportes
- Copos e béqueres
Os diferentes tipos de plástico utilizados em laboratórios e suas características
Como vimos, existem diversos tipos de plástico , cada um com suas vantagens e desvantagens. A escolha do material mais adequado depende de vários fatores, como o tipo de análise, o reagente utilizado, a temperatura, a pressão, a luz, o tempo de exposição, entre outros.A seguir vamos apresentar alguns dos tipos mais comuns de plástico utilizados em laboratórios e suas características principais.
Polipropileno (PP)
O polipropileno é o outro plástico mais utilizado em laboratórios, sendo um material leve, rígido, resistente a impactos e com boa estabilidade térmica. É um material translúcido, que pode ser colorido.
Esse tipo de material possui excelente resistência química a ácidos, bases, álcoois, éteres, cetonas e hidrocarbonetos alifáticos. Também resiste a solventes aromáticos e halogenados, mas não a oxidantes fortes.
É utilizado em laboratórios para fabricar frascos, garrafas, pipetas, ponteiras, placas, microplacas, seringas, agulhas, filtros, membranas, entre outros produtos. É indicado para armazenar soluções aquosas ou orgânicas, inclusive as mais agressivas. Pode ser usado em altas temperaturas (podendo suportar até 100°C a 120C° sem sofrer deformação) e sob radiação ultravioleta, além disso o polipropileno pode apresentar uma faixa de temperatura de transição vítrea (Tg) em torno de -10°C a -20°C, abaixo disso ele se torna frágil e pode rachar ou quebrar.
Polietileno (PE)
O polietileno também é um tipo de plástico utilizado em diversos produtos domésticos e industriais. É um material leve, flexível, resistente a impactos e impermeável a gases e líquidos.
Existem dois tipos principais de polietileno: o polietileno de baixa densidade (LDPE) e o polietileno de alta densidade (HDPE). O LDPE é mais macio e transparente, enquanto o HDPE é mais rígido e opaco. Ambos têm boa resistência química a ácidos, bases, álcoois, éteres e hidrocarbonetos alifáticos. No entanto, não resistem a solventes aromáticos, halogenados ou oxidantes.
O polietileno é utilizado em laboratórios para fabricar frascos, garrafas, sacos, tubos, mangueiras, luvas, entre outros produtos. É indicado para armazenar soluções aquosas ou orgânicas não agressivas.
Por outro lado, não é recomendado para uso em altas temperaturas ou sob radiação ultravioleta.
Policloreto de vinila (PVC)
O policloreto de vinila é um dos plásticos mais antigos e versáteis, sendo encontrado em diversos produtos domésticos e industriais. É um material rígido ou flexível, transparente ou opaco, que pode ser colorido ou pigmentado.
O PVC possui propriedades vantajosas que o tornam amplamente utilizado. É um material versátil, resistente quimicamente e durável. Possui boa resistência ao fogo e baixa condutividade elétrica. Além disso, tem baixa absorção de umidade. Essas propriedades contribuem para sua aplicação em diversos setores.
É utilizado em laboratórios para fabricar tubos, mangueiras, luvas, aventais, entre outros produtos. É indicado para armazenar soluções aquosas ou orgânicas não agressivas. Não é recomendado para uso em altas temperaturas (acima de 60°C) ou sob radiação ultravioleta.
Poliestireno (PS)
O poliestireno é um plástico rígido, transparente e brilhante, que pode ser colorido ou pigmentado. É um material leve e barato, mas quebradiço e com baixa resistência térmica.
Esse material possui baixa resistência química a ácidos, bases e solventes orgânicos. É facilmente atacado por oxidantes fortes.
O poliestireno é utilizado em laboratórios para fabricar copos, béqueres, placas, microplacas, estantes, suportes, entre outros produtos. É indicado para armazenar soluções aquosas não agressivas. Esse material tem uma temperatura de amolecimento em torno de 70°C a 80°C e uma temperatura de deformação térmica em torno de 95°C a 105°C. Por esse motivo, para aplicações em temperaturas elevadas, é recomendado o uso de poliestireno de alto impacto (HIPS) ou poliestireno de engenharia (EPS)
Politetrafluoretileno (PTFE)
O politetrafluoretileno é um plástico de alto desempenho, conhecido comercialmente como Teflon. É um material rígido ou flexível, opaco e branco. É o plástico com maior resistência química e térmica entre todos os existentes.
O PTFE resiste a praticamente todos os tipos de reagentes químicos, inclusive os mais corrosivos e oxidantes. Também resiste a altas temperaturas (até 260°C) e à radiação ultravioleta.
É utilizado em laboratórios para fabricar tubos, mangueiras, juntas, vedações, membranas, entre outros produtos. É indicado para armazenar soluções aquosas ou orgânicas de qualquer natureza. É o material mais seguro e confiável para uso em laboratórios.
Plásticos mais comuns em laboratórios e suas vantagens
Os plásticos mais comuns em laboratórios são: o polipropileno (PP) – o mais utilizado, o polietileno (PE), o poliestireno (PS), o policarbonato (PC) e o polimetilpenteno (PMP).
Veja a seguir as principais características e vantagens de cada um:
- Polipropileno (PP): é um plástico rígido, leve e transparente, que possui uma excelente resistência química e térmica. O PP é utilizado para fabricar frascos, tubos, seringas, pipetas, placas de cultura e outros utensílios de laboratório. O PP pode suportar temperaturas de 100°C a 120°C antes de deformar e pode ser esterilizado por autoclave ou radiação gama. Um exemplo de plástico para PCR feito de polipropileno é a microplaca, que é usada para realizar reações de amplificação de DNA em termocicladores.
- Polietileno (PE): é um plástico flexível, resistente e impermeável, que pode ser encontrado em diferentes densidades. O PE de baixa densidade (PE-LD) é utilizado para fabricar frascos, sacos e filmes plásticos. O PE de alta densidade (PE-HD) é utilizado para fabricar tubos, tampas e recipientes rígidos. O PE é resistente à maioria dos ácidos, bases e solventes orgânicos, mas não suporta altas temperaturas. O poliestireno também é utilizado na fabricação de placas para cultura celular, que são recipientes planos com vários poços onde as células podem crescer e se multiplicar em condições controladas.
- Poliestireno (PS): é um plástico duro, transparente e quebradiço, que possui uma boa resistência mecânica e óptica. O PS é utilizado para fabricar copos, potes, placas de petri, tubos de ensaio e outros recipientes de laboratório. O PS não resiste a altas temperaturas nem a solventes orgânicos.
- Policarbonato (PC): é um plástico duro, transparente e resistente ao impacto, que possui uma excelente resistência mecânica e óptica. O PC é utilizado para fabricar frascos, garrafas, lentes e outros equipamentos de laboratório. O PC pode suportar temperaturas de até 135°C e pode ser esterilizado por autoclave ou radiação gama.
- Polimetilpenteno (PMP): é um plástico transparente e leve, que possui uma alta resistência química e térmica. O PMP é utilizado para fabricar frascos graduados, béqueres, funis e outros utensílios de medição de laboratório. O PMP pode suportar temperaturas de até 180°C e pode ser esterilizado por autoclave ou radiação gama.
Considerações importantes na escolha dos plásticos adequados para cada aplicação
Na hora de escolher os plásticos adequados para cada aplicação em laboratório, é preciso levar em conta alguns fatores importantes, como:- A compatibilidade química do plástico com a substância a ser manipulada ou armazenada. Alguns plásticos reagem com certos reagentes ou solventes, alterando suas propriedades ou liberando substâncias indesejadas. Por isso, é importante consultar as tabelas de compatibilidade química dos plásticos antes de usá-los.
- A resistência térmica do plástico à temperatura a que será submetido. Alguns podem deformar, derreter ou quebrar quando expostos a altas ou baixas temperaturas. Por isso, é importante verificar a faixa de temperatura de uso dos plásticos.
- A transparência do plástico à luz visível ou ultravioleta. Há plásticos que bloqueiam ou absorvem a luz, impedindo a visualização ou a fotometria de amostras. Por isso, é importante escolher plásticos que sejam transparentes ou translúcidos para as aplicações que exigem iluminação ou leitura óptica.
- A esterilidade do plástico para as aplicações que envolvem cultivo ou manipulação de microrganismos. Certos plásticos podem ser esterilizados por métodos físicos ou químicos, enquanto outros podem ser adquiridos já esterilizados. Por isso, é importante verificar a possibilidade e o método de esterilização dos plásticos antes de usá-los.
Cuidados no manuseio e armazenamento de plásticos em laboratórios
Os plásticos em laboratórios devem ser manuseados e armazenados com cuidado, para evitar danos, contaminações ou perdas de qualidade. Alguns cuidados básicos são:- Limpar os plásticos após o uso, considerando-se o tipo de reagente/produto utilizado para fazer a lavagem por conta dos resíduos.
- Armazenar os plásticos em locais limpos, secos e protegidos da luz, do calor e de agentes químicos.
- Evitar o contato direto dos plásticos com superfícies abrasivas, pontiagudas ou cortantes, que possam riscar, furar ou quebrar os materiais.
- Evitar o uso excessivo de força ou pressão sobre os plásticos, que possa deformar, esticar ou romper os materiais.
- Descartar os plásticos que apresentem sinais de deterioração, como rachaduras, manchas, descoloração ou deformação.
Sustentabilidade na escolha e descarte de plásticos de laboratório
Os plásticos são materiais que podem causar impactos ambientais negativos se não forem utilizados e descartados de forma adequada.Por isso, é importante adotar práticas sustentáveis na escolha e descarte de plásticos de laboratório, como:
- Preferir os plásticos que sejam recicláveis, biodegradáveis ou compostáveis, sempre que possível.
- Reduzir o consumo de plásticos descartáveis, optando por materiais reutilizáveis ou duráveis, sempre que possível.
- Reutilizar os plásticos que ainda estejam em boas condições, desde que não comprometam a segurança ou a qualidade das aplicações.
- Reciclar os plásticos que não possam ser reutilizados, separando-os por tipo e encaminhando-os para empresas especializadas em reciclagem.
- Descartar os plásticos que não possam ser reciclados seguindo as normas e regulamentos locais para o descarte de resíduos sólidos.
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